
Contudo, a infraestrutura não acompanhou o crescimento, e o que começou com o espirro de uma criança enferma logo evoluiu para o que os historiadores chamariam de o "Castigo dos Deuses". As mortes alastraram-se como fogo em palha seca. As ruas, antes pulsantes e vibrantes, exalavam agora o cheiro pútrido dos corpos apodrecidos que se amontoavam sob o olhar do Deus Maph. O medo paralisou os governantes e o pouco conhecimento que se havia sobre a enfermidade, nada podia fazer contra a fúria da peste.
Foi nesse cenário de desolação que surgiu a figura destinada a mudar para sempre a forma de tratar e cuidar dos enfermos: Florence Nightingale. Uma Eldarian com mais de dois séculos de sabedoria acumulada, ela não era apenas uma salvadora, mas uma visionária. Vestida com trajes negros, luvas grossas e a máscara de corvo que se tornaria o símbolo da esperança, ela percorreu os reinos infectados sem temor.
Florence não trouxe apenas as preces, ela trouxe métodos. Enquanto entoava antigos hinos de cura, ela introduziu práticas revolucionárias: cuidados pessoais básicos, isolamento dos doentes e o uso técnico de ervas medicinais. Ela não apenas "limpou" o mal, ela ensinou que a doença possuía causas compreensíveis e que podia ser combatida com inteligência, disciplina e união.
Foi então, que há 32 anos, percebendo que o mundo precisava de mais do que uma única figura que poderia auxiliar na luta contra a praga, que Florence estabeleceu o Centro Nightingale ao lado de outros sobreviventes movidos pelo mesmo propósito. Nascia ali a primeira instituição dedicada exclusivamente ao estudo das enfermidades e à formação de curandeiros.
Florence Nightingale faleceu anos depois, quando as bases do Centro Médico estavam finalmente sólidas e a praga, enfim, erradicada. Ela partiu deixando como legado não apenas o conhecimento que reuniu, mas também uma fagulha em seus sucessores: o compromisso de trazer de volta a saúde, paz e prosperidade aos 3 cantos de Caelum.
Nightingale




